A Psicanálise só se ocupa do Passado?
- Tauane Vieira
- 20 de mai.
- 1 min de leitura
Dizer que a psicanálise se ocupa apenas do passado é reduzir algo muito mais complexo. O inconsciente não funciona como um calendário: para ele, certas experiências continuam vivas, mesmo depois de muitos anos.
Aquilo que foi marcante na infância, por exemplo, pode seguir produzindo efeitos no presente sem que a pessoa perceba. Por isso, muitas vezes repetimos escolhas, emoções e conflitos sem entender exatamente de onde vêm.
Mas a análise não fica presa ao que passou. O presente tem um papel fundamental, porque é nele que o sujeito fala, sente, sofre e repete. É a partir do agora que se torna possível ligar os pontos e compreender o que ainda permanece em aberto.
O trabalho analítico é quase como montar uma trama: aos poucos, memórias, afetos e acontecimentos vão se conectando até que aquilo que parecia solto começa a ganhar sentido.
A grande questão não seja “superar o passado”, mas entender por que ele ainda encontra espaço para se manifestar no presente.


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