A Cura e o Sintoma
- Tauane Vieira
- 20 de mai.
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Na psicanálise, o sintoma não é apenas algo que precisa desaparecer. Muitas vezes, ele funciona como uma solução possível para conflitos que o sujeito não consegue elaborar de outra forma. É uma tentativa de equilíbrio, ainda que produza sofrimento.
Por isso, abandonar um sintoma pode ser mais difícil do que parece. Quando ele deixa de existir, não se sabe exatamente o que será colocado em movimento no lugar. Algumas angústias que estavam contidas podem emergir com mais intensidade.
A análise não trabalha com garantias. Existe sempre um risco em atravessar aquilo que sustentou o sujeito durante tanto tempo, mesmo que de maneira dolorosa.
Confiar no processo e no analista pode ajudar nesses momentos, principalmente quando o medo da mudança aparece junto da vontade de permanecer no que já é conhecido.
O desaparecimento de um sintoma é a causa de inúmeras resistências e muitas vezes desistência. Esse é o fim da jornada para muitos pacientes que se assustam em não poder mais se apoiar no seu sintoma.
Por mais paradoxal que seja, muitos chegam à análise para se livrar de um sintoma e a abandonam por não querer se livrar dele.


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